Informações sobre Centro de Comando e cultura da paz marcam visita da comitiva de Medellín

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Quando a equipe que desenvolve a estratégia de resiliência de Medellín, na Colômbia, planejou a viagem de setembro ao Brasil, um de seus objetivos estava claro: queria aprender como o Rio de Janeiro e Porto Alegre implementaram seus centros de comando integrado.

Atendendo a demanda, as equipes de Porto Alegre e Medellín tiveram um turno de trabalho no espaço do CEIC, onde uma detalhada exposição do funcionamento e da estrutura do Centro contou também com a participação da PROCEMPA. Como Porto Alegre e Medellín têm uma população semelhante, a estrutura gaúcha servirá como inspiração ao desenvolvimento do modelo colombiano.

“O Centro funciona como um integrador, como um articulador. Nós não temos uma estrutura como essa em Medellín e nos pareceu maravilhosa a possibilidade de aprender a partir da experiência do Rio, mas especialmente de Porto Alegre”, afirmou Santiago Uribe, coordenador do projeto colombiano.

Além do CEIC, a equipe ainda recebeu informações sobre o Orçamento Participativo, e participou de visitas às comunidades da Vila Santo André, Restinga, Secretaria de Segurança, ao Centro POP, Restaurante Popular, CEMET Paulo Freire e também ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, onde ocorre o Acampamento Farroupilha.

Troca de experiências

Ao mesmo tempo em que buscavam informações da Capital, a equipe de Medellín também transmitiu o conhecimento adquirido ao longo dos últimos anos na cidade para a redução dos índices de violência na cidade, que chegou a ser considerada a mais violenta do mundo no início da década de 1990, e implementação da cultura da paz.

As visitas realizadas pela equipe à Secretaria Municipal de Segurança (SMSEG) e à comunidade da Restinga foram exemplos dessa troca.

“Medellín é uma experiência em constante aprendizado, em constante desenvolvimento. Se você baixa a guarda, o crime e as ocorrências podem voltar. O trabalho deve ser constante e precisa ser feito entre muitas secretarias em conjunto com setores da sociedade civil”, conclui.

Confira a íntegra da reunião na SMSEG:

Para a professora Clarisse Abrahão, integrante do núcleo estratégico do Projeto Porto Alegre Resiliente e organizadora da visita, a avaliação da vinda foi positiva:

“Foi um intercâmbio muito rico para as duas cidades, em que saímos fortalecidos. Identificamos ao menos quatro pontos em que daremos continuidade na parceria na etapa de construção das estratégias de resiliência”, avalia Clarisse.

Assim como Porto Alegre, Medellín também deve apresentar sua estratégia de resiliência à população até o final de 2015.