Encontro marca compromisso com a continuidade do Desafio Porto Alegre Resiliente

Foto: Luciano Lanes / PMPA
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Quase um ano após o lançamento da Primeira Estratégia de Resiliência de Porto Alegre, cerca de 70 representantes da rede de parceiros do Desafio Porto Alegre Resiliente participaram, na manhã desta quarta-feira, 14, da avaliação colaborativa do documento. O encontro, realizado no auditório do Nós Coworking, selou ainda o compromisso da nova gestão com a continuidade das ações do projeto.

Em sua fala, o prefeito José Fortunati destacou a vocação de Porto Alegre como cidade resiliente. Ele lembrou que em pouco mais de três anos a Capital não só conheceu o conceito de resiliência como se tornou um modelo na implantação da Estratégia para outras cidades, construindo uma cultura de resiliência.

No evento, Fortunati e o vice-prefeito eleito Gustavo Paim assinaram um documento que será enviado à Fundação Rockefeller, proponente do Projeto 100 Cidades Resilientes, para dar continuidade à etapa de implementação da Estratégia e para garantir pagamento dos dois técnicos que hoje atuam no projeto, sem nenhum tipo de custo para o Município.

– Porto Alegre foi uma das 100 cidades do mundo escolhidas pela Fundação Rockefeller para implementar essa estratégia e tivemos sucesso graças à ampla participação popular, que já é uma vocação das nossas comunidades, especialmente por meio do Orçamento Participativo. Hoje somos referência no que diz respeito a preparar a cidade para ser melhor para as pessoas. Construímos isso em conjunto com universidades, associações comunitárias, OP, entidades empresariais, prefeitura, e todos os que têm a responsabilidade de qualificar os serviços públicos e o atendimento à população Ainda temos muito a avançar, mas me orgulho de deixar esse legado – afirmou.

Prestação de contas

A Estratégia de Resiliência de Porto Alegre foi apresentada à cidade no dia 27 de janeiro e conta com uma série de recomendações e ações práticas para tornar a Capital mais preparada para enfrentar adversidades, reagir a situações extremas e crescer, independente do choque que vivenciar. No documento, foram elencadas 35 iniciativas nas áreas de Diversificação da Economia, Bem Viver, Mobilidade Humana, Riscos, Regularização Fundiária e Orçamento Participativo e Gestão Resilientes, além de outras 31 iniciativas ligadas às Redes Locais de Resiliência formadas nas 17 regiões de Porto Alegre.

Foto: Luciano Lanes / PMPA
Foto: Luciano Lanes / PMPA

Apresentado pelo coordenador de Resiliência de Porto Alegre e secretário municipal de Governança Local, Cezar Busatto, o evento desta quarta foi desenvolvido em três momentos, com ênfase inicial ao status das seis iniciativas de destaque da estratégia: a Revitalização do 4º Distrito, a atualização do Plano Integrado de Transporte e Mobilidade Urbana (PITMURB), a revisão da legislação de regularização fundiária, a revitalização de centros comunitários em áreas de grande vulnerabilidade, o fortalecimento das ações da Defesa Civil e a implantação da Lente da Resiliência no Modelo de Gestão e no Orçamento Participativo.

Representantes de quatro grandes universidades com atividades na Capital – IPA, PUCRS, UFRGS e Unisinos – também ressaltaram os trabalhos realizados para o fortalecimento da cidade e que foram impulsionados a partir da articulação do Projeto Porto Alegre Resiliente.

– A Resiliência não veio para ser uma questão a mais e, sim, para ser uma nova forma de realizar, sintonizada com um modo mais sustentável de vida – afirmou Busatto.

Gustavo Paim também parabenizou o trabalho de resiliência e manifestou a intenção da nova gestão na continuidade do projeto.

– Foi um projeto muito bem executado pela atual gestão, que destaca não apenas as questões climáticas, mas também as questões sociais. Tudo isso continuará, mostrando Porto Alegre como exemplo de resiliência para todo o mundo – , disse Paim.

Debate

O segundo momento do workshop foi de avaliação colaborativa das ações, em que, divididos por área de atuação, os representantes dos poderes públicos municipal e estadual, das universidades, da iniciativa privada, de ONGs e de lideranças comunitárias presentes discutiram e apontaram sugestões para o melhor desenvolvimento das iniciativas da Estratégia. O último momento foi de apresentação das recomendações.

Porto Alegre Resiliente

Por identificar como essencial a discussão em torno da agenda da resiliência urbana, Porto Alegre candidatou-se, em 2013, a participar do Projeto 100 Cidades Resilientes, promovido pela Fundação Rockefeller. O objetivo desse projeto mundial é aprimorar a resiliência das cidades, uma vez que nelas hoje já vive a maior parte da população e será nelas que as pessoas mais sentirão os efeitos das mudanças, sejam as climáticas ou sociais. Metrópoles como Londres, Nova York, Nova Orleans, Medellín e Melbourne também foram selecionadas para participar do Projeto. No Brasil, apenas Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador fazem parte do grupo.

Após a escolha da capital gaúcha, um grupo formado por representantes de diversas esferas sociais, denominado Núcleo Estratégico do projeto, liderou o processo para identificar os principais gargalos da cidade na busca por tornar-se mais resiliente. Para isso, foram necessárias várias etapas de trabalho, que, em um primeiro momento, incluiu a consulta de cerca de 500 representantes de todos os segmentos da sociedade (poder público, iniciativa privada, universidades, terceiro setor e comunidades). Desse debate, foram identificadas seis áreas prioritárias, que precisavam ser discutidas mais a fundo: Diversificação da Economia, Bem Viver, Mobilidade Humana, Riscos, Regularização Fundiária e Orçamento Participativo e Gestão Resilientes.

Para esses grupos foi estabelecida uma metodologia de trabalho que incluiu consultas às comunidades e a especialistas e evoluiu até chegar a uma questão prioritária para cada tema. A partir dessas questões, foi feito um trabalho para identificar oportunidades e propostas concretas para respondê-las. Na prática, isso significa que, após muito debate e consultas a várias fontes, onde a colaboração de todos foi levada em consideração, foram apontados projetos concretos para sanar as principais carências de cada área.

A partir da elaboração da estratégia, a capital gaúcha tem como objetivo tornar-se a cidade referência em Resiliência na América Latina até 2022, quando Porto Alegre celebra seus 250 anos.

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Foto: Luciano Lanes / PMPA
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