Encontro discute gestão pública e resiliência de Porto Alegre

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

O fortalecimento da resiliência da cidade passa pelo olhar ao seu modelo de gestão. Para avançar ainda mais no processo iniciado em junho, que resultou na avaliação de cada ação estratégica de Porto Alegre sob o olhar resiliente, o modelo aplicado foi apresentado na manhã de terça-feira, dia 18, à secretária municipal de Planejamento Estratégico e Orçamento, Izabel Matte.

No encontro com a gestora, a equipe do Projeto Porto Alegre Resiliente detalhou o status do desenvolvimento da estratégia de resiliência, além dos resultados alcançados a partir da avaliação das ações e ainda foram discutidas formas para alinhar todos os atores da Prefeitura no trabalho de resiliência da gestão.

Participaram da reunião o secretário municipal de Governança Local e diretor do Projeto de Resiliência, Cezar Busatto, os vice-diretores do Projeto, Patrick Fontes e David Madalena, a diretora-presidente da ONG Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre (CIUPOA), o representante do Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (CEIC), Luiz Henrique Pantaleão, Tânia Pires, e os representantes da Symnetics – empresa responsável pelo desenvolvimento do plano de gestão estratégico do município -, Rogério Caiuby e Luiz Cláudio Pinho.

“Este trabalho é um passo importante para termos ações mais integradas e resilientes. É um dos grandes avanços trazidos pelo Desafio 100RC em POA, pois fortalece ações estruturais e insere, de forma definitiva, a pauta da resiliência na gestão da Cidade,  uma necessidade no mundo de hoje”, afirmou Busatto.

Foto: Vagner Benites
Foto: Vagner Benites

Trabalho em execução

Desde junho, o trabalho articulado pela equipe do Porto Alegre Resiliente avaliou as ações estratégicas do Município a partir das sete qualidades da resiliência – ser integrada, inclusiva, flexível, rica em recursos, reflexiva, robusta e redundante. Cada uma recebeu um indicador de acordo com a sua contribuição para a resiliência da cidade. A intenção com a classificação é auxiliar o poder público na priorização das questões mais resilientes no orçamento municipal.

A partir de agora, a intenção é, com o auxílio da Symnetics, discutir formas de tornar a avaliação de resiliência das ações mais fidedignas e também refletir sobre os pontos vulneráveis da cidade.

“O trabalho é essencial para conseguirmos colocar em prática a política de prevenção. Com ações resilientes é possível evitar diversos transtornos para a população da cidade”, avaliou Izabel.